sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Viva a Primavera !!

Por todos esses dias fiquei reclusa na casinha da floresta, cheia de verde e de chuva. Os pensamentos andavam por muitos lugares, os olhos quase não viam. Mas plantava-se, cantava-se, e o cheirinho gostoso da cozinha rondava toda a casa. E no frio era o amor que aquecia.
Então chegou a Primavera, linda e cheia de florês. Todos pararam. Os olhos começavam a ver de novo; novinho. A casinha se encheu de outras cores, outros odores. O amor continuava lá, sempre, quentinho.
Por todos os outros dias minha vida agora será flôr. Porque eu sou flôr. Nasci na Primavera e dela faço parte. E da flôr vem o fruto. Vem com tudo. Tudo ainda está por acontecer.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Amor!

era uma vez, uma garota como todas as outras, que um dia teve dentro de si o amor... de início a garota não sabia o que era o amor, mas conforme ele foi crescendo dentro dela, ela se enchia de vida.... e foi ai , então, que ela se deu conta de que toda a vida que pulsava dentro dela seria agora, somente desse amor. só dele. e ela virou mulher.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

* coisa de mulher *

tava vendo o canal Brasil, programa chamado "mesa brasileira", falando sobre os pratos feitos em Minas e essa coisa da mulher com a cozinha, essa relação de prazer, em fazer e em comer...
fiquei toda boba de ver aquelas mulheres com suas receitas deliciosas, e o tempo gasto no preparo ( horaaaaaaasssss......) e o sabor de feito na hora !! hummmmm...
cada panelão.... e paciência, e muito prazer!! prazer em agradar pelo paladar. prazer em dar água na boca.
daí fiquei MUITO feliz. uma sensação de paz invadiu meu peito e ai eu pude entender. pude acitar e gostar. gostar muito. gostar de cozinhar. gostar de seguir a receita, de separar os ingredientes, de sentir o cheirinho....... e de ver a cara de contente de quem come.
essa é uma homenagem às matriarcas desse país. eu, que agora sou mãe, também quero ser uma matriarca. quero cultivar a mesa como centro de relações humanas. com calor e sabor.
nós, mulheres, não podemos jamais esquecer que cozinhar é sim coisa de mulher. e sorte daquela que dominar essa arte!
Bob´s picanha é bom? é ótimo. grande. só isso. não dá nem pra terminar de comer.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

A Revolta Provos aconteceu em Amsterdã nos Países Baixos de 1964 a 1966. Robert-Jasper Grootveld, com um pai anarquista, cresceu ouvindo seus ideais e, já adulto, o palhaço Grootveld fazia apresentações de rua com fogo e discursos anarquistas. Roel van Duijn, chegando em Amsterdã ,lembrou de uma frase de Bakunin que dizia que "quando um pessoa chega a uma cidade, a primeira coisa a fazer é procurar a pessoa mais exótica, é ela que sabe de tudo na cidade" e Roel van Duijn foi atrás de Grootveld.
fumava desde adolescente e quando adulto sofreu as consequências disso, com graves infecções no pulmão, iniciou um ataque ao comércio de cigarros na cidade, colocando um K (de Kanker em neerlandês, Câncer em português) em todos os cartazes de cigarros, foi preso inúmeras vezes mas sempre solto. Em mais um ataque a indústria do cigarro, fundou a Igreja do Kof-kof, onde os fiéis cantavam hinos como o interminável kof-kof-kof-kof-kof-kof-kof-kof-kof-kof (som produzido por alguns fumantes). Abriu também a loja Kanabis shop ou Loja da maconha.
Bart Huges em uma apresentação em praça pública, fez uma abertura em seu
crânio (chamada historicamente de Trepanação) a fim de chamar a atenção da população de Amsterdã para expandir as suas consciências.
O Zine Provos chegou a sua nona (9) edição, um
jornal pequeno feito pelo grupo Provos para explicar suas intervensões urbanas e colocar seus idéias para todos lerem.
O que chamou mais a atenção da revolta foi seu caráter
humorístico, os Provos então lançaram o plano das bicicletas brancas, pintaram algumas bicicletas totalmente de branco e as colocaram na rua explicando que as bicicletas brancas não teriam donos, quem achasse alguma bicicleta branca poderia a usar e depois deixando para outras pessoas a usar também. Os Provos se reunindo na praça Lieverdje proporam a noite das bicicletas brancas, chamando a população da cidade para pintar suas bicicletas, apareceram muitas. No dia seguinte a polícia tentou por em prática a lei da propriedade privada e prendendo pessoas "roubando" bicicletas brancas, mas existia tantas que a troca de bicicletas ficou comum.

Depois da Revolta Provos, os ideais continuaram na cidade de Amsterdã, veja algumas delas:
Foi a primeira cidade a liberar o uso indiscriminalizado de
maconha em todos os lugares, inclusive para venda aberta.
A primeira cidade a construir um Museu do Sexo.



GUARNACCIA, Matteo. Provos: Amsterdam e o nascimento da contracultura. São Paulo: Conrad Livros, 2003. (Coleção Baderna)
hoje sonhei que eu era a Amy Winehouse e dai eu tava toda de amarelo numa daquelas roupas de empregada de novela, com avental babadinho e tudo. e ai eu chegava num ap e tocava a campainha e seguravanuma mão uma vassoura e na outra um bolo daqueles de cinema, todo redondinho e com chantilly e cerejas... o bolo era a senha...

lendo: coisas doidas na net!

quinta-feira, 17 de abril de 2008

¨ " 00

sei muito bem que aqui não tem foto... aqui é só pra escrever.
mas pra quem gosta de ver pra crer pode ir no fotolog. http://www.fotolog.com/car_0l

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me sentindo um pouco estúpida lendo "tristes trópicos" ou qualquer coisa do Milton Santos....
querendo muito voltar a ler Atlas... tudo ao mesmo tempo agora! na verdade só um bom Atlas pra me fazer ter tesão na capacidade intelectual do ser humano. e os mapas é claro.
nós, estudantes burgueses, temos a obrigação de aplicarmos nosso conhecimento! seja ele fútil ou útil. pra que ciência na teoria? o que seria da retórica se não fosse a prática?! heim?! HEIM?!
e olha que tá assim de gente que diz e que se diz.... mas na hora do vamu vê é que não são elas.

lendo: vou começar a pesquisar sobre esse tal PAC ...

sexta-feira, 11 de abril de 2008

requebra que a coisa pode piorar, ou, vem nimim que sou facinha "a revanche"

hoje sonhei que tava num retiro chinês onde tudo era na côr salmão e dai eu fazia tudo d i v a g a r e todos ao meu redor faziam tudo d i v a g a r ... mas ai eu falo pra mestra: "eu ainda não me curei, ainda não me curei!! "...
bom, isso foi muito real e então eu lembrei da mulher do ônibus que me deu um santinho e disse pra eu rezar três vezes que ele iria me conseder a graça desejada... e a graça é então parar de ruer as unhas.. uma vez que isso só pode ser um reflexo dessa minha ansiedade compulsiva que me coloca na condição de sempre estar querendo devorar o mundo.... então devoro as unhas! e muitas vezes os dedos tb.. é isso! vou dar uma chance às unhas! e que ela cresçam e se reproduzam ,>

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finalmente sentei o rabo pra ver os e-mails acumulados... sempre acumulados. e me deparei com uma realidade um tanto quanto incômoda e complexa> como anda essa gente toda se achando o máximo enquanto o conteúdo é VAZIO ? como pode tanta gente se dizer "salvador do mundo" enquanto só o que fazem é olhar pro próprio rabo e contemplar a grande m. que sai dele? como pode tanta gente formar grupinhos "para fazer grandes coisas, coisas muito importantes pro coletivo, coisas que podem mudar o mundo" e nem sequer darem-se ao trabalho de considerar a real existência de um coletivo, de considerar a real existência das coisas, de considerar que outras pessoas podem realmente estarem se preocupando com o coletivo e estarem fazendo coisas COLETIVAMENTE ??
eu, Carolina, estou indignada com o tempo precioso da minha vida PARTICULAR que perdi, que deixei de aprimorar graças a minha idiota preocupação com o COLETIVO. pq eu fazia. de verdade eu fazia, não ficava falando que fiz e aconteci e depois vinha pedir a conta, vinha cobrar o "trabalhão". assim, com certeza o mundo estará salvo. assim, com o papai ou a mamãe pagando as contas. assim, com o trabalho que deveria ser diversão, considerado como valor de uso, igualado a DINHEIRO! e vocês todos que sabem quem são> nunca mais! página virada e que vocês se engulam uns aos outros.